
A aeronave marca mais um passo na expansão do principal jato comercial desenvolvido pela China, que busca competir com gigantes como Airbus e Boeing.
A companhia aérea China Southern Airlines colocou oficialmente em operação, em 2 de março de 2026, o seu décimo jato COMAC C919, fortalecendo sua posição como uma das maiores operadoras da nova aeronave de fuselagem estreita desenvolvida na China.
Com a entrada do novo avião em serviço, a China Southern passa a ocupar o segundo lugar entre os maiores operadores do C919, ficando atrás apenas da China Eastern Airlines, que atualmente possui 14 unidades do modelo em sua frota.

Expansão gradual do C919 nas principais companhias chinesas
Hoje, as três maiores companhias aéreas da China — Air China, China Eastern e China Southern — operam juntas 33 aeronaves C919 de produção em série.
O modelo é considerado o principal projeto da indústria aeronáutica comercial chinesa, desenvolvido pela Commercial Aircraft Corporation of China (COMAC) com o objetivo de reduzir a dependência do país de fabricantes ocidentais como Airbus e Boeing.
Embora o programa esteja avançando, o ritmo de produção ainda cresce gradualmente.
Em 2025, cerca de 13 aeronaves foram entregues, enquanto para 2026 a expectativa é atingir um ritmo de dois aviões por mês.
Mesmo assim, especialistas apontam que essa cadência ainda está abaixo da demanda do mercado doméstico chinês, que continua amplamente dominado por modelos como o Airbus A320neo e o Boeing 737 MAX.
Configuração e rotas operadas

O décimo C919 da China Southern segue o mesmo padrão das aeronaves anteriores da companhia, com configuração de duas classes e 164 assentos, distribuídos da seguinte forma:
- 8 assentos na classe executiva
- 156 assentos na classe econômica
Os aviões operam principalmente a partir do hub da companhia em Guangzhou, realizando voos domésticos entre as principais cidades chinesas.
O papel estratégico do COMAC C919
O C919 é um jato de corredor único projetado para competir diretamente no segmento dominado pelos modelos A320 e 737, que concentram a maior parte das aeronaves utilizadas em rotas de curta e média distância no mundo.
O programa representa uma iniciativa estratégica da China para desenvolver uma indústria aeronáutica comercial independente, embora o avião ainda utilize diversos componentes internacionais, incluindo motores e sistemas ocidentais.
Nos próximos anos, a COMAC pretende aumentar significativamente a produção, com o objetivo de ampliar a presença do C919 nas companhias chinesas e eventualmente buscar certificações internacionais para expandir sua operação fora do país.
Com a entrada do décimo avião da China Southern, o C919 continua ganhando espaço gradual na aviação comercial chinesa, marcando mais um passo na ambição do país de competir no mercado global de aeronaves comerciais.
Fonte e imagens: China Southern Airlines. Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial.
